FORMAÇAO DAS CIENCIAS SOCIAIS NO BRASIL
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OBJETO
DE DESEJO
Em 1827, D. Pedro I criou a lei de 11 de Agosto, medida que resultou no surgimento das duas primeiras Faculdades
de Ciências Jurídicas e Sociais em território brasileiro. Uma, localizada em Olinda-Recife, e outra, na cidade de
São Paulo. Em 1969, Vamireh Chacon publicou Da Escola do Recife ao Código Civil (Arthur Orlando e sua geração),
premiado estudo sobre as obras de Tobias Barreto e os principais integrantes da Escola do Recife. Revisado e
ampliado, o livro é agora relançado pela Editora Unesp com o título de Formação das ciências sociais no Brasil (Da Escola do Recife ao Código Civil).
Mais experiente, o autor procurou enriquecer e melhor ordenar a antiga edição com novas pesquisas, aprofundando
e interpretando o papel da Escola do Recife e seus grandes expoentes como Tobias Barreto, Arthur Orlando e Sílvio Romero na formação das ciências sociais no Brasil. Também está acrescido uma analise sobre a influência desempenhada pelos juristas do Recife, tanto no campo do pensamento quanto no campo prático das inúmeras faculdades de direito que posteriormente foram surgindo em outras regiões do Brasil.
A relação entre os integrantes da Escola de Recife é outro ponto de discussão da obra, embora os grandes amigos Tobias Barreto e Sílvio Romero tivessem algumas influências distintas. O primeiro era bastante apegado aos pensamentos da cultura alemã, o segundo enxergava na influência inglesa os novos horizontes a serem discutidos no cenário brasileiro.
Apesar de Tobias Barreto e Gilberto Freyre serem apontados como as principais figuras da Primeira e da Segunda Escola do Recife, Vamireh Chacon ressalta que Gilberto Freyre pouco tinha em comum com Tobias Barreto. Segundo o estudo, foi Sílvio Romero o responsável pelo elo existente entre as duas escolas. Neste relançamento estão também acrescidos anexos sobre implicações e desdobramentos da primeira à segunda Escola do Recife.
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