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OBJETO
DE DESEJO
Muito mais do que oferecer acesso às formulações teóricas de um dos mais importantes psicanalistas do século xx, esta seleção de cartas organizada por F. Robert Rodman coloca o leitor na posição de interlocutor privilegiado de Donald W. Winnicott. Ao longo da correspondência, testemunha-se seu modo singular de pensar, de hesitar, de discordar e de sustentar posições próprias em meio aos embates institucionais da Sociedade Britânica de Psicanálise – sempre com rigor, criatividade e independência de espírito.
Entre discussões clínicas e controvérsias teóricas, Winnicott debate a noção de mãe suficientemente boa, insiste na importância do manejo na análise de pacientes psicóticos, reflete sobre regressão, culpa, agressividade e sobre o papel decisivo do ambiente nos primórdios do desenvolvimento emocional. Ao mesmo tempo, Winnicott comenta falhas próprias e alheias, cobra reconhecimento intelectual, intervém em disputas conceituais e revela, em tom ora afetuoso, ora combativo, sua preocupação constante com a vitalidade da linguagem psicanalítica.
Desse conjunto emerge o retrato de um autor que defendia a espontaneidade como expressão do self verdadeiro, mas que nas cartas mostra também estratégia, diplomacia, indignação e um humor fino. Longe de um gesto ingênuo, a espontaneidade aparece como conquista delicada, dependente de um ambiente capaz de sustentar o novo sem sufocá-lo. Ao proteger a criatividade intelectual dos riscos de seu congelamento institucional, Winnicott reafirma, em ato, a ética que sustenta sua obra.
Com tradução de Ana Carolina Mesquita, prefácio do organizador F. Robert Rodman, posfácio de Wilson Franco, orelha de Elsa Oliveira Dias e quarta capa de Christopher Bollas.
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