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OBJETO
DE DESEJO
Único Nobel de Literatura a escrever em iídiche, Isaac Bashevis Singer aproveitou a entrega do prêmio, em 10 de dezembro de 1978, para explicar, com humor, por que fazia livros numa língua pouco falada. "Antes de tudo", disse, "gosto de escrever histórias de fantasmas, e não há nada mais adequado a um fantasma do que uma língua moribunda. Quanto mais morta for uma língua, mais vivo fica o fantasma. (...). Fora isso, não só acredito em fantasmas como também em ressurreição. Estou certo de que milhões de defuntos que falavam iídiche irão, um dia, se levantar das tumbas, e sua primeira pergunta será: Saiu algum livro novo em iídiche? Para eles, essa nunca será uma língua morta. (...) Por fim, há uma razão menor para que eu continue escrevendo em iídiche: pode ser uma língua moribunda, mas é a única que domino. É a minha língua materna, e uma mãe nunca está realmente morta".
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