INTRODUÇÃO À TEORIA SOCIAL LATINO-AMERICANA
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DE DESEJO
Introdução à teoria social latino-americana apresenta a trajetória intelectual de pensadores e pensadoras que, na América Latina dos séculos XIX e XX, produziram leituras sobre o seu entorno social, geográfico, histórico ou cultural, alcançando profunda repercussão nos projetos políticos e nos discursos identitários em disputa nos contextos de formação nacional de seus respectivos países e de toda a região. Os ensaios aqui reunidos nos conduzem pela vida e pela obra desses “clássicos”, tensionando a pergunta central que os alinhava, sobre a organicidade de suas ideias. Leitoras e leitores são convidados a mergulhar em cada um deles, ou ainda, a partir deles, refletir sobre a tese da formação e do desenvolvimento de um campo teórico notadamente latino-americano.
— Gabriela Pellegrino Soares
Introdução à teoria social latino-americana trata da relação entre ideias e um espaço e um tempo específicos, analisando como a periferia latino-americana produz, se apropria, transforma e ressignifica teorias, numa relação complexa com o centro capitalista euro-estadunidense, do final do século XVIII até aos nossos dias. Os processos de independência funcionam como fio condutor do livro e, portanto, da própria teoria social latino-americana — nem que seja como meta, até porque, desde o século XIX, se percebe como a América Latina está longe de realizar sua emancipação, que pode assumir significados variados e até contraditórios, pressionando a realidade.
Os ensaios aqui reunidos abordam a vida e a obra de dezessete escritores e escritoras, que vão dos venezuelanos Francisco de Miranda e Armando Córdova ao argentino Domingo Faustino Sarmiento e à chilena Gabriela Mistral. Entre eles, aparecem o prócer da independência, Simón Bolívar, e um autor cujo radicalismo destoa de sua época, José Martí, além do principal formulador do indianismo que tem agitado os Andes, o boliviano Fausto Reinaga, e da aristocrata argentina Victoria Ocampo. Ou seja, estão aqui nossos “clássicos”, condição do portorriquenho Eugenio María de Hostos, do mexicano José Vasconcelos, dos argentinos Manuel Ugarte e Ezequiel Martínez Estrada, do peruano José Carlos Mariátegui e do cubano Roberto Fernández Retamar.
— Bernardo Ricupero
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