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OBJETO
DE DESEJO
Quando começou a filme Jaguar, em 1954, o cineasta e etnólogo Jean Rouch queria estudar a migração dos jovens que saíam do Níger para procurar trabalho (e também aventura e fortuna) na Costa do Ouro, atual Gana. Mas é muito difícil fazer um documentário sobre migrações, ele diria em 1981; assim, decidimos fazer um filme de ficção. Não havia "argumento". Rouch apenas escolheu os migrantes que filmaria e os acompanhou por um ano, registrando um "diário de viagem" quase todo sem som. Depois, em estúdio, pediu-lhes que comentassem o que se passava na tela - e os personagens revelaram um fantástico poder de improvisação. Em seu primeiro longa-metragem, Rouch inventava um recurso que confundia as fronteiras entre documentário e ficção. As convenções da linguagem documental foram efetivamente subvertidas, dando lugar à fabulação e à construção de uma nova realidade em película.
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