LEVANTE DO SUL: DECOLONIALIDADE LATINO-AMERICANA
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OBJETO
DE DESEJO
"A colonialidade estabeleceu a reiteração, ajustada ao capitalismo, das demais maneiras de abuso da mão de obra e assim se desenvolveu um percurso de segmentação coletiva/étnica entre o indivíduo caucasiano e os outros tipos raciais encarados como insignificantes.
Embora em cada um dos corpos sociais as composições de indivíduos brancos fossem uma estreita minoria de todo o contingente regional, elas praticaram a dominação e a submissão dos coletivos de indígenas, afrodescendentes e mestiços que habitavam nas repúblicas recém-instituídas. Tais grupos não tiveram obtenção do comando dos modos e recursos produtivos e foram compulsoriamente submetidos à composição de suas abstrações em equivalência aos modelos culturais oriundos da Europa. Dessa forma, o colonialismo da autoridade vigeu de tal maneira que foi factualmente impraticável a instauração de uma verdadeira democracia nessas sociedades. Por consequência, a historicidade da América Latina se caracteriza pela debilidade e opacidade dos Estados nacionais, bem como pela agitação típica de seus corpos sociais.
***
Não pode haver Norte, para nós da América do Sul, senão por contraposição ao nosso Sul. É por esse motivo que, na capa, o mapa foi posicionado de cabeça para baixo, possuindo uma adequada noção de nossa posição, em oposição ao que interessa ao restante do globo. A “América Invertida” exibe a extremidade da América expandindo-se e direcionando-se exaltadamente para o Sul, o nosso norte. Não cremos que o Norte deva subsistir apenas em contraposição ao Sul, assim como não acreditamos que o Sul só deve perdurar como antagonismo do Norte, tendo em vista, afinal, que cada integralidade é composta de pedaços e que cada fragmento pode vir a se transformar em sua própria completude. Não consideramos que deve haver opostos binários como maneira de enxergar o mundo.
Sobre o autor
Felipe Labruna
Doutorando, mestre e graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP (2022 e 2009). Bolsista CAPES - Ministério da Educação. Especialista em Direito Processual Civil pela Escola Paulista da Magistratura - EPM (2019). Especialista em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP (2015). Cursou Ensino Fundamental e Médio no Colégio Bandeirantes (1997-2003). Servidor público do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - TJSP desde 2013. Auxilia a docência na Faculdade de Direito da PUC-SP desde 2022.
Sumário
1. INTRODUÇÃO
2. SOBRE O “LÓCUS DE ENUNCIAÇÃO”
3. O DECOLONIALISMO COMO MEIO DE CONFRONTAÇÃO AO PENSAR HEGEMÔNICO EUROCÊNTRICO
4. A JORNADA DECOLONIAL COMO EXPEDIENTE DA PEDAGOGIA E DE TOMADA DE CONSCIÊNCIA
5. A CORRELAÇÃO DA COLONIALIDADE AO “RACISMO ESTRUTURAL”
6. A EUROPEIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS
7. O NOVO CONSTITUCIONALISMO LATINO-AMERICANO
8. CONCLUSÃO"
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