LEVANTEM LENTAMENTE O LENÇOL
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OBJETO
DE DESEJO
Se posso sugerir algo mais a outros leitores é que não resistam à experiência, particularmente quando se sentirem atraídos por versos de poemas que dão a sensação de não terem sido penetrados como um todo. Foi o que me aconteceu, por exemplo, com “em onda fraca os sons flutuam/e a neve continua a pesar // entre parênteses/ a paisagem espera”. Falta onde ancorar, dá medo de esquecer e perder a beleza dos versos, mas vale a navegação.
De forma semelhante, a estrutura do livro e das poesias – a divisão em partes, a forma particular e metódica de tratar os primeiros versos/títulos sugerem uma sintaxe mais amarrada (como em “ponham os óculos e vejam” ou “os lugares dos nomes”), mas não pude compreender a lógica da estrutura, embora percebesse que ela estava ali. Perseguir a sintaxe ou fruir as imagens? Desisti de saber e evoluí. Neste momento, se tivesse que dizer algo sobre o livro em uma frase, diria que é a oração de uma espiritualidade sensorial e nada óbvia.
Maria Isabel Borja
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