LINGUAGEM E ESTILO DE MACHADO DE ASSIS, EÇA DE...NETO
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OBJETO
DE DESEJO
Reunindo num só volume estes três ensaios de Aurélio Buarque
de Holanda Ferreira, põe a sua Academia ao alcance do leitor de hoje, com o aval prestimoso de Marina Baird Ferreira, as incursões do saudoso confrade no domínio da língua e do estilo de três grandes autores da nossa literatura. Lidos na seqüência cronológica em que foram estes ensaios publicados, perceber-se-á o aprofundamento gradativo da cultura filológica, vernacular e estilística do autor.
"Machado de Assis tem a grande virtude de ser um dos raros homens de letras brasileiros em quem se realiza uma sábia harmonia do gramático com o escritor. O comum é repelirem-se essas duas criaturas. O gramaticógrafo, por via de regra, escreve duro, áspero, a frase comprimida dentro das regras como em camisa-de-força; o escritor, se alcança a clareza e a simplicidade, sacrifica, barbaramente às vezes, os preceitos da boa linguagem. Castilho e Eça de Queirós em Portugal, Mário Barreto e Lima Barreto no Brasil - para citar apenas dois pares de casos, e sem sair da língua portuguesa. Dificílimo encontrar-se a perfeição da língua aliada à elegância sóbria do estilo.
Eça precisava de uma língua de maior poder objetivo, arraigada no tumulto da vida corrente; mais viva, mais límpida, mais dúctil, capaz de traduzir em todos os matizes as novas realidades que ele intimamente se sentia chamado a exprimir. E teria de adaptá-Ia à expressão de uma característica do seu temperamento a bem dizer inédita em letras portuguesas: a ironia.
Característica fundamental da língua de Simões Lopes Neto, já salientada por Augusto Meyer, é a feliz combinação da maneira literária com a linguagem oral- a fala espontânea e viva dos seus heróis. O comum entre escritores regionalistas é portarem-se ante o homem do povo como o espectador fino e sutil que se delicia com as "tolices" do linguajar errado, caprichando ele o máximo na sua linguagem - como para guardar distância. Ele observa o pitoresco, lá da platéia; mas longe de querer para si mesmo alguma coisa daquele pitoresco; nada de confundir-se com o ator."
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