MULHERES MÍTICAS EM PERFORMANCE |...CLASSE
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OBJETO
DE DESEJO
Este livro organizado por Felipe Cordeiro e Sara Rojo apresenta duas dramaturgias que foram encenadas pelo grupo de teatro Mulheres Míticas (BH): O Deszerto, livremente inspirado no romance El desierto, do chileno Carlos Franz e Classe, tradução da obra teatral Clase do dramaturgo chileno Guillermo Calderón.Além das dramaturgias, o livro conta com textos críticos dos/as artistas e pesquisadores/as que realizaram: tradução, transcriação e textos críticos a partir de diferentes olhares sobre as obras.
Texto da orelha do livro pela prof. dra. Tereza Virgínia:
O que se lerá aqui são duas dramaturgias que se corporificaram em espetáculos- denúncia: O Deszerto, adaptação livre para palco do romance El desierto (2005), de Carlos Franz, e a peça Classe (2008), de Guillermo Calderón, ambos consagrados e premiados autores chilenos. Os textos são resultados, a um só tempo, de esforço acadêmico e empenho artístico. Há, por detrás das palavras registradas, não somente um trabalho minucioso de tradução e encenação que se materializa por escrito, mas também um comprometimento político, militante e apaixonado. Na tradução e recriação, a perplexidade de discentes e docentes, poetas e dramaturgos latino-americanos toma forma. Os textos seguem o estratagema da tradução coletiva, a qual se beneficia de congregar hispanistas eruditos, críticos, poetas e artistas como tradutores e dramaturgistas capacitados para oferecer ao público brasileiro obras inéditas em tradução plural, diversa, funcional e cênica. O processo de trabalho, em ambas as dramaturgias, culminou com a encenação realizada pelo Grupo Mulheres Míticas. Sara Rojo, professora titular da Faculdade de Letras e da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, dirigiu com vigor e sensibilidade os dois espetáculos.
No livro, junto ao trabalho de dramaturgia e tradução, agrega-se ainda uma coletânea de textos críticos e analíticos, depoimentos e, também, uma entrevista de Carlos Franz a Felipe Cordeiro. Como um todo, trata-se, nas palavras de Maraíza Labanca, de um
exercício do direito à rebeldia e à própria invenção, mas não somente à insurreição,
creio; defende-se um pensamento inquieto e investigativo, melancólico mas aguerrido, que se consolida e se firma como ensino e prática de vida, pois todos os autores aqui reunidos estão em busca de um novo assombro, um maravilhamento perdido, uma iluminação. Em razão disso, todos eles buscam promover e fazer um teatro como acontecimento que invade os espaços e que acaba por provocar um engasgo desconcertante, uma constatação da urgência de uma superação. Assim a cena se faz política e ensino que, sem dúvida, marca o teatro mineiro atual.
Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa
Professora Titular da FALE/UFMG