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OBJETO
DE DESEJO
Foi literalmente uma mutação. Com seu primeiro livro, a atriz norueguesa Liv Ullmann, musa inspiradora do cineasta Ingmar Bergman, transformou-se também em escritora. Com Mutações, lançado em 1976, a grande estrela de filmes marcantes para a história do cinema, como Persona, consagrou-se como um ícone feminino.
No livro, os olhos curiosos de menina, que Bruna Lombardi ressalta em texto especial para a divulgação de Mutações [leia aqui], estão presentes nas observações sensíveis de Liv sobre seus relacionamentos com a família, a maternidade, os amores e seu desenvolvimento como atriz. Nas reflexões sobre seu trabalho, Liv ressalta a importância do teatro em sua trajetória e mostra-se ligada a grandes autores, como o alemão Bertolt Brecht e a escritora dinamarquesa Karen Blixen.
Outras “mutações” seguiram-se à publicação, como sua experiência como cineasta (Liv dirigiu, entre outros, o longa Infiel, em 2000, roteiro de Bergman que lhe foi dado de presente). Passadas mais de três décadas da publicação, só não mudou a importância do livro para mulheres (e homens) de diversas gerações, como testemunhou recentemente a atriz Mariana Ximenes. “Mutações é meu livro de cabeceira”, diz ela.
Na nova edição, agora pela Cosac Naify, Mutações traz dez fotografias da atriz e tradução revisada de Sonia Coutinho, que na década de 1970 verteu o livro para o português a partir de edição em inglês, por sua vez traduzida com ajuda da própria Liv.
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