NEM QUE A MORTE OS SEPARE
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OBJETO
DE DESEJO
Mulheres baianas vigiadas até em velórios. Elas são tão parecidas com as mães da Praça de Maio a incomodar a ditadura militar argentina, as brasileiras que denunciaram as torturas, mortes e desaparecimento de seus filhos num regime de exceção. E pensar que em plena democracia parece que ainda não saímos dele. Não nas periferias. Como num passado presente a violência policial, as execuções, os corpos desaparecidos - como o de Elísio Rezende, 20 anos, “roubado” no DML de Vitória, em 2002, caso tratado no livro - e a ausência de investigações transformam a luta diária dessas mulheres em busca de justiça algo tão ameaçador como aquelas que as antecederam.
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