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OBJETO
DE DESEJO
“O semeador mantém com destreza as rodas”? “Agricultor sábio mantém a rotação de culturas”? Quem sabe o criptograma, o enigma?
Um jogo de dados não abolirá o acaso, já nos mostrou Mallarmé. Escrever a esmo, a torto e a direito, devaneios algorítmicos que compõem pacotes codificados de informação, artefatos de C-4, pedras de sílex ou silício com inscrições milenares tal qual a pedra de Roseta. O texto-máquina de conhecimento e informação processa incessantemente o lixo da literatura ancestral e seus cânones fossilizados. Máquina de triturar sentidos e arrasar configurações mitopoéticas que colonizam corações e mentes. Serial killer da religião textual, pois a literatura é um cemitério marinho de sonhos e fantasias por onde perambulam os animais imaginários borgeanos e os zumbis midiáticos da zorra total.
Páginas in progress com inscrições efêmeras armazenadas e disponíveis na nuvem (e-cloud). Linhas de fuga convergem e divergem para um horizonte de pura combinatória em que marcas, letras e códigos se computam infinitamente. Cálculo infinitesimal do aleatório? Neutro turbilhão na galáxia dos signos em rotação e translação, labirinto mutante à espreita de Minotauros e Teseus que desafiam o emaranhado de possibilidades que perdemos ao tomar uma determinada direção, sem garantia de Ariadnes com seus fios e novelos pelos meandros da pura perdição. O que terá sido minha história desde então perante o jardim dos caminhos que se bifurcam aqui e agora? Fiação de uma escrita tênue como uma rede (web) à beira do Abismo. Escrever e desescrever o risco no bordado, desfazer a teia para compor outras teias por dentro da literatura aproveitando a analogia que a ciberliteratura oferece como modo produtivo de navegação.
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