Livraria da Travessa

Livros  Literatura e Ficção Poesia Brasileira

NOVE DEGRAUS PARA O ESQUECIMENTO



AUTOR: Aguinaldo Jose Gonçalves
EDITORA : Ateliê Editorial| Saiba Mais…
produto sob encomenda Saiba mais SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 12 dias úteis.Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.Para obtê-lo, este terá que ser adquirido junto a nossos fornecedores mediante checagem prévia de disponibilidade.
Por: R$ 95,00 Em até 3x sem juros
Adicionar
à sacola
OBJETO
DE DESEJO

Na tela do poeta, as peças se movimentam nos contornos, e dobram-se à luz varada pelo toque úmido dos pincéis. Os poros da pintura, as palavras, na poesia de Aguinaldo Gonçalves, se tramam como serpentes, procurando, na memória da tela, os degraus para o esquecimento, essa viagem cuja poesia alcança os mais sutis laivos do desejo. Assim como um Daimon, a poesia adentra o corpo do sujeito:

"Um sol emergiu no alto de minha cabeça / E foi penetrando para dentro de meu corpo"; "Tornei-me sol em plena meia-noite"; "Um sol rasante e sonolento / Dominou meu corpo inteiro".

O que é o corpo senão essa esfera tardia do esquecimento? Como recompor das sobras e dos escombros o corpo que se percebe, agora, um prisma? Por qual viés debulhar a matéria alquímica que se dispersa até encontrar seu poder de forma? O retrato do sujeito, sua identidade íntima, confunde-se com a poesia que se procura num processo crítico de autodevoração.

Na dança prismática do signo poético, o método é proposto: é do âmbito das artes plásticas, especialmente pelo viés da bricolagem, que a poesia se ergue como um gesto de renúncia ao esquecimento. E eis aqui o paradoxo maior: à medida que avança, o acaso encontra Drummond no olhar que mira o bule vermelho, a ecoar no seu silêncio de ágata descamada a navalha do tempo.

A resistência à dissipação é fruto da consciência dos degraus que vai tecendo a poesia rumo ao esquecimento. A poesia resiste porque se nutre da forma que devora, como um Eros esfaimado, que sabe tecer com sua sedutora beleza os filamentos da retina que mira os pombos de Valéry, a vasculhar migalhas e vestígios da memória: "posta ao acaso gera forma / E desta forma se revela".

O que deseja o corpo do sujeito a não ser a visão perdida no desequilíbrio das molduras vivas como "pedaços de vida"?

Leia mais…

  

MAIS VENDIDOS EM POESIA BRASILEIRA

ARAMÃO ARAMÃO Eucanaa Ferraz R$ 99,90
R$ 99,90
O JARDIM DAS OLIVEIRAS O JARDIM DAS ... Adelia Prado de: R$ 59,90
por: R$ 53,31
D. QUIXOTE: CERVANTES, PORTINARI, DRUMMOND D. QUIXOTE: C ... Carlos Drummon ... R$ 149,90
R$ 149,90
NAO PISE NO MEU VAZIO: OU O LIVRO DO VAZIO NAO PISE NO M ... Ana Suy de: R$ 64,90
por: R$ 57,76
A CIDADANIA DAS BONECAS DE PANO A CIDADANIA D ... Ricardo Domene ... R$ 58,00
R$ 58,00

DADOS DO PRODUTO



título : Nove degraus para o esquecimento

isbn : 9788574807614
idioma : Português
encadernação : Capa dura
formato : 18 x 27
páginas : 144
ano de edição : 2017
edição :

AUTOR : Aguinaldo Jose Gonçalves

COMPARTILHE SUA OPINIÃO


 
*