O INCONSCIENTE TEATRAL: PSICANALISE E...HOMOLOGIAS
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OBJETO
DE DESEJO
Antonio Quinet desenvolve e demonstra amplamente a tese de que o Inconsciente é estruturado como um teatro. Ele mostra como Freud e Lacan utilizaram o teatro, respectivamente, para criar e renovar a psicanálise, com os conceitos de conflito, cena, catarse, tragédia (Édipo Rei e Antígona) e o ato do analista como uma representação teatral (semblante lacaniano). Assim, correlaciona a psicanálise e o teatro inspirado por essas duas práticas que trabalham com o “Inconsciente artista”: “Sim, não se trata apenas de teorias, e sim de praxis. Drama, palavra de origem grega, significa “ação” e se refere à arte de encenar um texto. Não é o que faz o analisante, como Freud logo percebeu ao dar o primeiro nome de “tratamento catártico” ao tratamento analítico? O analisante coloca em ação seu drama na cena analítica. O teatro, para Freud, é um tratamento por meio da dramatização. A psicanálise, por sua vez, permite encenar no divã o “teatro privado de cada um”, conclui. Todo espetáculo é, em maior ou menor grau, uma encenação do Inconsciente. Assim como o sonho, o teatro permite transgredir os limites da realidade, do tempo e do espaço, e a cada pessoa ser o personagem que quiser e realizar até o impossível. A partir da psicanálise, Quinet desvela os meandros da estrutura da arte teatral e o gozo do espectador, o laço social que estabelece, sua função política e sua relação com a pulsão sexual, a histeria, a poesia, a música e o corpo. Um tratado inédito que estava faltando entre as publicações sobre psicanálise.
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