O ULTIMO REFUGIO TEMPLARIO
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OBJETO
DE DESEJO
I. Biggi, psicólogo apaixonado pela história da Humanidade, foi esquiar na região central dos imponentes Pireneus e se deparou com uma grandiosa construção perdida no meio do nada, no silêncio das montanhas: a Canfranc, uma estação de trem abandonada. Tal visão encheu sua cabeça de indagações. Quem havia construído aquela edificação descomunal, e com que finalidade? E por que uma monumental obra arquitetônica acabou absolutamente esquecida?
Esses são alguns dos mistérios que movem O último refúgio templário, obra que dosa história e aventura de forma ágil e original. Reunindo elementos reais e fictícios em vários planos temporais, Biggi conduz o leitor numa viagem que remonta aos primórdios da Ordem dos Cavaleiros do Templo do Rei Salomão – a famosa Ordem dos Templários.
No início do século XIV, a Ordem dos Templários – vista como uma ameaça ao poder da Igreja e do soberano real Felipe, o Belo – parece destinada a desaparecer. Condenado à morte na fogueira, Jacques de Molay, então grão-mestre da Ordem, toma a decisão de esconder o mais valioso tesouro templário, de valor incalculável, no reino de Aragão, nos Pireneus.
Ocultada pelos ventos e pela neve, a poderosa relíquia permanece no local, protegida por um santuário, por mais de seis séculos. Mas o segredo torna-se ameaçado quando, em 1854, França e Espanha se unem para construir uma ambiciosa linha ferroviária destinada a atravessar os Pireneus. Os herdeiros da Ordem, no entanto, juraram defender seu tesouro a qualquer custo – mesmo que para isso fosse necessário matar e morrer.
Biggi, após pesquisar essa fascinante história em bibliotecas e jornais, notou que praticamente não havia material – nem fotos nem filmes – sobre o porquê da construção daquela obra. Ninguém na região sabia responder às suas indagações, o que era surpreendente para o esforço sobre-humano que teria demandado. Porém, para seu espanto, acaba descobrindo que sua principal fonte de informação estava em posse de sua própria família: um diário redigido pelo avô, que, na década de 1920, trabalhara na construção da Confranc Estación. O mistério, então, estava apenas começando.
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