OLNEY SAO PAULO E A PELEJA DO CINEMA SERTANEJO
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OBJETO
DE DESEJO
Em 1968 o cineasta baiano Olney São Paulo (1936-1978) produziu Manhã cinzenta, um filme kafkiano que chamou a atenção de Orson Welles (por sua ousadia formal) e da ditatura militar (pela denúncia do regime). O filme foi censurado no Brasil. Quando uma cópia deste filme foi encontrada na casa de um dos participantes do primeiro seqüestro político no país, embora nada tivessse a ver com a ação terrorista, Olney foi preso, torturado e depois processado pela ditadura. A história deste diretor, cuja morte Glauber Rocha entendeu como um assassinato cultural, chegando a defini-lo como um "mártyr" do cinema brasileiro, é contada pela jornalista Angela José.
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