OS COMES E BEBES NOS VELORIOS DAS GERAIS...HISTORIAS
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OBJETO
DE DESEJO
Déa Rodrigues da Cunha Rocha é mineira de Uberaba e tem 76 anos. É também cozinheira de mão cheia e tem um caminhão de bom humor. Reuniu tudo isso em um livro que lança agora, pela Auana Editora de São Paulo.
A idéia, de início, era levantar uma série de receitas tradicionais que, pouco a pouco estão caindo no esquecimento, mas que faziam o cotidiano mineiro das fazendas mais saboroso. Aos poucos Déa foi percebendo outra faceta nos conteúdo pesquisado: misturadas às quitandas, uma infinidade de histórias engraçadas de velórios.
“A mistura pode parecer esdrúxula, talvez até desrespeitosa, mas espelha a realidade do interior mineiro, rico de humor e singeleza”, conta Déa. “São histórias verdadeiras, acontecidas de fato e a mim relatadas por várias pessoas, com a especial ajuda dos amigos da região centro-oeste do estado”, completa.
A autora logo de cara percebeu a dificuldade em precisar as medidas de todos os ingredientes das receitas, muitas delas com nomes curiosos, como Mané Pelado, Cueca Virada, Pau-a-pique e tantos outros. Por isso ao longo de um ano, com a ajuda de pessoas mais velhas, foi testando até chegar às receitas proposta pelo livro. Mas ressalta: “ A qualidade dos ingredientes é o grande desafio hoje em se fazer uma boa quitanda mineira. O polvilho artesanal, feito nas fazendas, faz muita diferença”, explica.
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