PALAVRA OPERÁRIA, PALAVRA OPRIMIDA: A...1917
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“As pessoas do povo não sabem falar e nem têm o que dizer”... Eis aí um antigo e terrível consenso que se consolidou no Brasil. A expressão popular foi e continua a ser menosprezada, deslegitimada e excluída pelos poderosos e pelos que se identificam com suas ideologias. Na Greve Geral de 1917, operárias e operários se rebelaram contra a xploração e a opressão de que eram vítimas em indústrias de São Paulo.
Antes e durante a Greve, houve assembleias, declarações e pronunciamentos, mas a palavra operária era constantemente depreciada, calada e perseguida. Este livro analisa como a escrita da imprensa paulista estigmatizou, deslegitimou e tentou interditar a fala popular do operariado grevista de 1917. “Palavra operária, palavra oprimida” busca não apenas melhor compreender a perversa conjunção entre o preconceito linguístico e o ódio de classe, mas também desconstruir consensos dessa discriminação social e ainda reiterar o fato de que todo ser humano sabe falar e tem o que dizer.
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