PARA UM CORPO PRESO NO GUINDASTE
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OBJETO
DE DESEJO
Poema do livro Desde quando deserto, de Julia Mendes:
desde quando deserto
nos rostos
bancos
praças
colada no próprio esquecimento
a tua falta
colada tua beleza
à garganta
como um blowjob malfeito
amor – o que resta sem nome
colada a sobriedade
à vasta responsabilidade da vida
seu menino sorria
fui outrora para você
afoguei as flores inflamadas
te amei como se amam inocente e escandalosamente os primos
adolescentes
viados
fui
uma toada de sentimentos embriagados
e agora este embargo
colada tua beleza
à minha sarna
rasgo teu rosto na desordem
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