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OBJETO
DE DESEJO
Uma reflexão sobre o masculino, em versos. O registro de um homem, gay, vivendo com hiv que utiliza palavra como artefato de transformação com coragem e criatividade. E, acima de tudo, um manifesto de liberdade — como a própria poesia.
Fernando Impagliazzo apresenta seu novo livro de poemas — “Promíscuo” — ao extrair de suas relações afetivas (e aflitivas) a volúpia com a linguagem. A partir do enfrentamento diário do estigma e do preconceito, o poeta se instrumentaliza para fazer da linguagem sua aliada na luta com a própria palavra. O adjetivo-título do livro — frequentemente utilizado por moralistas para condenar a liberdade sexual — tem seus significados ampliados, permitindo ao leitor repensar suas relações com o outro e, consequentemente, consigo mesmo.
Em cada verso, é possível compreender a proposição do corpo como texto, capaz de se afetar, infectar, misturar com o universo desse outro que também pode ser o próprio autor. Os ouvidos mais atentos poderão sentir ecos de diálogos literários com o poeta e crítico Frank O’Hara ou com o músico e poeta Luís Capucho, por exemplo. A trama do tecido poético costurado por Impagliazzo mistura recortes, leituras e memórias, sem deixar de fincar sua atenção ao seu tempo presente, enredado em contradições e idiossincrasias.
“Parabéns, Fernando!/O homem indetectável,/Um indetectável homem que não consegue/sentir a si mesmo”.
O “Promíscuo” de Fernando Impagliazzo pode ser lido como uma das diferentes perspectivas da literatura da aids, hoje nomeada de “literatura pós-coquetel”. Entretanto, este livro de poemas ultrapassa qualquer classificação para expor uma dicção firme e irônica na literatura contemporânea.
Ramon Nunes Mello
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