QUANDO A TERRA DEIXOU DE FALAR: CANTOS DA...MARUBO
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OBJETO
DE DESEJO
Reunindo treze narrativas míticas dos Marubo, povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru, Quando a Terra deixou de falar introduz o leitor brasileiro na rica poética desses índios e suas formas extremamente originais de pensamento. Registradas a partir dos cantos dos pajés Armando Mariano, Antonio Brasil, Paulino Joaquim, Lauro Brasil e Robson Dionísio Doles Marubo, as narrativas - aqui apresentadas em edição bilíngue, com comentários e notas - foram traduzidas com rigor e inventividade por Pedro Cesarino, constituindo "um trabalho de primeira grandeza", segundo Manuela Carneiro da Cunha, dentro de nossa antropologia e literatura. Os cantares míticos reunidos, traduzidos e apresentados em Quando a Terra deixou de falar vinculam-se, de maneira profunda, ao conhecimento xamanístico dos Marubo, povo que habita a região do Alto Rio Ituí, no Amazonas, próximo à fronteira com o Peru.
Como tal, eles revelam não só um outro entendimento do espaço e do tempo, mas uma concepção inteiramente diversa de pessoa, que, para os Marubo, não é unitária, mas constituída por uma multiplicidade de corpos, visíveis e invisíveis.
Partindo de um estudo detalhado da língua e da cosmologia, Pedro Cesarino - professor de Antropologia da Universidade de São Paulo - trabalhou em estreita colaboração com os pajés cantadores Antonio Brasil, Lauro Brasil, Paulino Joaquim, Armando Mariano e Robson Dionísio Doles Marubo para verter treze narrativas míticas que contam, entre outros episódios ocorridos no "tempo do surgimento", a formação do Céu e da Terra, dos espíritos, dos animais, dos antepassados e dos estrangeiros.
Em edição bilíngue, com apresentação, notas e comentários, Quando a Terra Deixou de Falar é uma obra ímpar, que, combinando etnologia, linguística e literatura contemporâneas, aproxima o leitor brasileiro das poéticas ameríndias e suas formas originais de pensamento. Para tanto, estas traduções recusam todo lugar-comum e procuram recriar em português, com extremos rigor e inventividade, os ritmos, as reiterações e as metáforas do canto marubo.