REGIMES DE HISTORICIDADE: PRESENTISMO E...TEMPO
Por:
R$ 84,90
Em até 3x sem juros
Adicionar
à sacola
OBJETO
DE DESEJO
“A construção do neologismo ‘presentismo’ deu-se, de início, em relação à categoria de futurismo (o futuro comandava). Para mim, arriscar a denominação presentismo era primeiramente uma hipótese. Nosso modo de articular passado, presente e futuro não tinha algo de específico, agora, hoje, que faria com que nosso presente diferisse de outros presentes do passado? E minha resposta foi sim, parece-me que há algo específico.
Longe de ser uniforme e unívoco, este presente presentista é vivenciado de forma muito diferente conforme o lugar ocupado na sociedade. De um lado, um tempo dos fluxos, da aceleração e uma mobilidade valorizada e valorizante; do outro, aquilo que Robert Castel chamou de précariat, isto é, a permanência do transitório, um presente em plena desaceleração, sem passado – senão de um modo complicado (mais ainda para os imigrantes, os exilados, os deslocados), e sem futuro real tampouco (o tempo do projeto não está aberto para eles).
O presentismo pode, assim, ser um horizonte aberto ou fechado: aberto para cada vez mais aceleração e mobilidade, fechado para uma sobrevivência diária e um presente estagnante. A isso, deve-se ainda acrescentar outra dimensão de nosso presente: a do futuro percebido, não mais como promessa, mas como ameaça; sob a forma de catástrofes, de um tempo de catástrofes que nós mesmos provocamos.”
Sumário - Prefácio - Presentismo pleno ou padrão?; Introdução - Ordens do tempo, regimes de historicidade; Ordem do tempo 1 - Capítulo 1 - Ilhas de história; Capítulo 2 - Ulisses e Santo Agostinho; Capítulo 3 - Chateaubriand; entre o antigo; Ordem do tempo 2 - Capítulo 4 - Memória, história, presente; Capítulo 5 - Patrimônio e presente; Conclusão - A dupla dívida ou o presentismo do presente; O autor; Índice remissivo.
Leia mais…