RESPIRO: SOBRE A ASFIXIA E A NECESSIDADE DE AR
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OBJETO
DE DESEJO
Este livro fala sobre os dias de hoje, sobre nossa asfixia e nossa grande necessidade de ar. Uma atmosfera bastante irrespirável está se tornando nosso ambiente comum. E, mais do que nunca, desejamos respirar: desintoxicar o solo, o céu, as relações, o cotidiano, soprar, respirar, simplesmente respirar. Aliás, talvez falemos apenas para respirar, para que seja respirável ou para que se torne respirável. Basta pronunciar essa palavra, “respirar”, e já o ar acorre, atraído, aspirado, esperado pelo chamado da língua.
"Há de fato alguma coisa, no exercício da palavra, que pode participar diretamente da contaminação ou do cuidado dos meios em que se vive: da respirabilidade deles. A palavra, exalada e emitida, faz ou desfaz a vida e os laços potenciais. A palavra chove, escorre, respinga, percola, desde, no e rumo ao mundo, para o melhor ou para o pior. Nossas frases falam menos das coisas do que se misturam a elas, frases embebidas de real e transpirando continuamente nele.
Seria, aliás, possível que a palavra seja uma das regiões mais poluídas do planeta, e isso também exige um verdadeiro reengajamento. – E não estou dizendo isso para fazer crer que tudo termina na palavra, ou culmina num belo livro; mas para dizer que é a palavra que termina em tudo, ali, à nossa frente, que se espalha nas paisagens, entre nós, que se intromete entre nós, que se junta a nós, e que pode, portanto, também poluí-las ainda um pouco mais, mais do que adubá-las ou irrigá-las. Signos e dejetos de signos, frases e dejetos de frases constituem também nossos meios de vida."
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