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OBJETO
DE DESEJO
Nas páginas iniciais o autor avisa: "Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com países e instituições, empresas, marcas ou pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência". Portanto, brasileiros mal-educados, roubalheira quase institucionalizada e "leis feitas por bandidos para proteger bandidos", são meras coincidências. Idem para políticos de alto coturno, como "o Chefão" e "Number Two", que permeiam a trama.
Independente das "coincidências", ainda que fosse apenas um thriller, Rigoletto já seria um romance inusitado. Imagine um navio equivalente a um hotel de três estrelas, em final de temporada, fazendo um cruzeiro de travessia de Santos para Gênova. Ponha neste navio um comandante holandês sessentão, oficiais italianos destrambelhados, tripulação dos quatro cantos do mundo e mais de 2.000 brasileiros "emergentes" como passageiros. Com o Rigoletto em alto-mar, um serial killer começa a fazer o seu serviço, de forma bem criativa e sem deixar pistas. Até a terceira página do livro, já se contam dois mortos a bordo. Coitado do comandante! No meio do oceano, a quem ele pode recorrer?
Com texto envolvente, cenas realistas e às vezes picantes, Rigoletto é uma aventura que dosa, na medida certa, suspense, política e humor. Ainda assim, muita gente pode vestir a carapuça e odiar Rigoletto. Por isso mesmo, para que não se sintam enganados, o autor já avisa na capa: "Desaconselhável para leitores politicamente corretos".
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