Este é um roteiro, com o selo
Artemídia, um pouco diferente dos outros de uma coleção que inclui o que há de
melhor na produção cinematográfica contemporânea. Entre outros títulos, style='mso-bidi-font-style:normal'>Pulp Fiction, Fargo, Razão e sensibilidade,
Terra estrangeira, style='mso-bidi-font-style:normal'>A ostra e o vento e Cães de aluguel. É que o roteiro de Marc Norman e Tom Stoppard pode
ser lido tanto pelo amante de teatro quanto pelo amante de cinema. Um e outro
encontrarão nele motivos de sobra para se apaixonar.
O amante do cinema que quiser
reviver o filme, em seus mínimos detalhes, descobrirá que diálogos e
personagens funcionam tão bem no papel quanto na tela. O profissional que
quiser aprender como se faz um bom roteiro, com identidades trocadas, encontros
furtivos, paixão carnal e explosões verbais pontuadas por humor, terá em Marc
Norman e Tom Stoppard professores inesquecíveis.
O amante de teatro perceberá a
mão firme de Stoppard, um vencedor de prêmios como o Tony, estyle="mso-spacerun: yes"> capaz de imprimir ao roteiro ritmo de peça
de sucesso. Mas sobretudo o olhar carinhoso de um veterano dos palcos.style="mso-spacerun: yes">
Estão aqui todas as ninharias e
todos os toques sublimes da vida de coxia: a vaidade dos atores, a quem Will
Shakespeare engana com promessas de papel-título; a vida do dramaturgo,
obrigado a atender a encomendas e tendo que lidar com os bloqueios de
criatividade, enquanto secretamente admira seu maior rival, Christopher
Marlowe; o importante papel do produtor, um investidor que enfrenta todos os
riscos e mais um para ficar tentado a ser ator; os métodos menos ortodoxos do
mundo quando se trata de obter regalias do poder público e, style='mso-bidi-font-style:normal'>last but not least, a força maravilhosa
que une qualquer grupo que se empenhe em montar um espetáculo, fazendo com que
supere diferenças e acredite nos “milagres” de última hora. A magia do style='mso-bidi-font-style:normal'>make believe.
Quando o filho de Norman começou
a estudar Romeu e Julieta na escola, chegou em casa com uma pergunta que pegou
seu pai de surpresa: e se Shakespeare, ao descrever tal paixão, estivesse louco
de amor? Marc Norman resolveu apostar nessa dúvida para criar um roteiro que
mistura, com leveza e criatividade, dados considerados exatos sobre a vida do
autor inglês, dados que nunca foram provados, fofocas em tom picante, e trechos
de peças e sonetos do bardo de Stratford-on-Avon.
O resultado poderia ser definido
como uma espécie de Shakespeare para iniciantes. Mas é também um delicioso
retrato da efervescente era elizabetana. Como pano de fundo, move-se, agitada,
Londres, com seus contrastes de extremo luxo e cruel pobreza, a
profissionalização do teatro como empreendimento lucrativo, e o jugo, a um
tempo pesado e leve, de uma rainha que soube, como poucas, deixar sua marca na
história.
Shakespeare apaixonado parte da premissa de qualquer peça
shakespeariana. Convida o leitor a penetrar num mundo em que a condição
essencial é sonhar. Assim, dizia ele, o
palco pode se transformar num campo de batalha, num palácio, numa ilha. Homens
podem ser mulheres e mulheres parecerem homens. Estabelecida a convenção, é se
entregar: raras vezes o bom teatro e o bom cinema estiveram tão unidos no
objetivo comum de divertir.
A história
Em meio a um bloqueio de
criatividade, o jovem Will Shakespeare, mulherengo inveterado, vê possibilidade
de resgatar sua inspiração e completar a peça Romeu e Ethel, a filha do
Pirata.
A musa da vez é Lady Viola, uma
bela moça que gostaria de ser atriz se, infelizmente, os palcos elizabetanos
não fossem proibidos às mulheres. Disfarçando-se de homem, Viola obterá o papel
de Romeu, e o coração do autor. Reproduzindo em seus textos o que vive em sua
paixão real, Shakespeare construirá uma das mais belas tragédias de todos os
tempos, Romeu e Julieta.
Os prêmios do roteiro
• Vencedor do Oscar de melhor
roteiro original.
• 3 Globos de Ouro; entre eles,
melhor roteiro original.
• Melhor roteiro, Festival de
Berlim/99.