|
O melhor romance histórico que já li
F.
Sensacional - é a palavra! No sentido da qualidade literária e no sentido literal, da riqueza de sensações que experimentamos ao lê-lo. Literatura sensorial, eu diria - porque consegue nos fazer sentir cheiros, sabores, ver os lugares em três dimensões, cinematograficamente, ouvir melodias.
Além disso, raramente se viu na literatura ficcional um retrato tão magistral e rico do quadro histórico da Segunda Guerra Mundial relacionado à ascensão do nazismo e ao Holocausto, e ao mesmo tempo tão poderoso na forma como nos torna realmente presentes nesse passado recente, mexendo profundamente com nossas emoções e sentimentos, como se estivéssemos na pele das personagens. Personagens, aliás, fascinantes, porque complexas, absolutamente humanas. O romance flui, denso e caudaloso, à margem de qualquer tipo de maniqueísmo.
É instigante a existência de várias vozes narrativas que se cruzam e se completam, como que formando um puzzle. A impressão é a de que estamos sendo sutilmente levados por um labirinto, onde, a qualquer "esquina", podemos ser assaltados por um arrepio, uma falta de ar, um longo sorriso, ou lágrimas... e de onde saímos como se nascêssemos, com uma nova respiração.
Sonata em Auschwitz nos faz refletir também sobre os ciclos que historicamente se repetem, sobre a guerra e o amor, a resistência e a arte como condições humanas extremas e não excludentes.
Belo, apaixonante, transformador, arrebatador. O melhor romance histórico que já li.
|
|
Literatura de tirar o fôlego!
carolina mf
Extremamente envolvente desde a primeira à última linha, nenhuma sendo em excesso. Com personagens complexos, fascinantes, e arrebatador nas suas imagens, este romance tem o melhor tratamento literário já dado à Noite dos Cristais em Berlim, à vida nos guetos nazistas, nos trens para Auschwitz e no próprio campo de extermínio. Várias vozes narrativas levam o leitor por um labirinto que se transforma num eletrizante quebra-cabeças. O passado se presentifica na forma como nos transporta junto com os personagens, o que permite forte identificação e humanização em todos os contextos, de todos os "lados". Literatura de alto nível, poderosa, sem deixar de ser acessível a todas as idades. Imperdível.
|
|
SONATA é arrebatadora... e linda!
Rachel
Luize Valente nos captura nesta trama desde a primeira linha de sua SONATA EM AUSCHWITZ. Neste romance histórico, ela nos conduz a mergulhos profundos às entranhas da hedionda Segunda Guerra Mundial. Com ouvidos e olhos atentos, Luize colheu depoimentos de sobreviventes, caminhou pelos caminhos dos personagens e construiu o SONATA com a sensibilidade e acurácia já lidas em suas Praça de Antuérpia e Segredo do Oratório. Com sua escrita fluida e pungente, Luize nos carrega pela mão para viajar entre a ficção e a realidade, com tal desenvoltura, a ponto de se questionar: será que pode ter mesmo acontecido assim? P Como judia que sou, já leitora de inúmeras obras sobre o holocausto, SONATA inovou. Não, não é mais um livro sobre o mesmo. Luize surpreendeu com fragmentos daquela época não explorados. Quando se achava já ter visto de tudo, Luize surge com um recorte da guerra que coloca os holofotes sobre situações inimagináveis. Luize é assim, gosta do ineditismo, da pesquisa do que não foi visto. Mergulha fundo e nos traz essa beleza de obra como presente. A cada fechamento de capítulo, um coração acelerado não consegue parar a leitura. E, entra-se madrugada adentro, devorando o livro, com lágrimas rolando da emoção que nos arrebata. E, quando todos os ganchos parecem já terem sido resolvidos, um outro suspense surge e acaba-se o livro sem fôlego. Não dá para passar indiferente a essa história. E... eu consegui até ouvir o piano dedilhando a SONATA. É LINDA!
|