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OBJETO
DE DESEJO
Com Ximerix, Zuca Sardan retoma seu lugar na cena literária brasileira. O texto de orelha da edição, um coro grego assinado por grandes nomes da poesia como Alcides Villaça, Chacal e Chico Alvim - entre outros - , é dedicado à exaltação desse momento. Ximerix nos faz lembrar almanaques e folhetins. Dividido em cinco cadernos, já no primeiro, quase uma epígrafe, os versos nos ambientam à atmosfera mágica, desafiante e quase circense que marca o decorrer do livro. Os oráculos que dão voz aos cadernos seguintes, Melarmek, Bustrofédon Burlão, Cassandra Bolchevique e Gazetta Proleta inspiram-se em “Um lance de dados” de Mallarmé para suas previsões, num jogo que poderia não ter fim. Cada poema acompanha uma moldura gráfica, as chamadas onomatas, nome dado pelo autor às linhas em que poucas letras se repetem, formando uma “frisa gráfica” e ao mesmo tempo podendo ser lidas - como, por exemplo, em glugluglu, no poema “Caos”. Usadas no alto e no pé dos poemas, essas "frisas" têm também a função, segundo Zuca, de criar um microclima para o poema.
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