A SOCIOLOGIA PAULISTA CONTRA O...BRASILEIRO
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OBJETO
DE DESEJO
Eis aqui um ensaio para colocar as coisas em seus devidos lugares. Durante décadas, a sociologia marxista de São Paulo (praticada principalmente por Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso), com financiamento estrangeiro e procedimentos nem sempre éticos, impôs e manteve um monopólio do saber sociológico no Brasil, bloqueando e combatendo o pensamento social brasileiro que não se ajoelhava no altar da casa-grande uspiana. Além de dar as costas ao passado, onde rebrilharam vozes como as de José Bonifácio, Joaquim Nabuco, Euclydes da Cunha e Alberto Torres, a confraria reunida na USP declarou guerra sem tréguas a Gilberto Freyre, fechou as portas para Guerreiro Ramos, fraudou a obra de Ruy Mauro Marini, passou a olhar Darcy Ribeiro com desconfiança e ainda hoje, depois de todo esse tempo, leva seus herdeiros a tentar desqualificar e sabotar Roberto Mangabeira Unger. É justamente essa visão paulistocêntrica da realidade brasileira que é questionada frontalmente neste livro do antropólogo, poeta, romancista, produtor cultural e palestrante Antonio Risério, que limpa o caminho para futuros voos da reflexão social no Brasil. Os ensaios “Dependência e revolução, submissão e utopia (Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini)” e “A cabeça da serpente e Roberto Mangabeira Unger” são de autoria, respectivamente, do historiador e jornalista Gustavo Falcón e do cientista político e professor Carlos Sávio Gomes Teixeira
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